Por entre o seus olhos não tão azuis
Vejo um espelho
Tão belo, reflete um ser tão feito
De coisas não tão transparentes
Independentes das ações que vou tomar
Pego seu braço
Dou-lhe um abraço
Apertado
Trancado
Manchado
Com mágoas que nunca vai ouvir falar
Afinal, sou escritor
Não me permito sentir amor
Quem dirá dor
Entrelaço seus dedos nos meus
Deixo o balcão com a conta paga, é de casa
Andando vou por essa estrada
Como atrasa!
Me pergunto o motivo de tanta pressa
Sei-lá
Não interessa
Só quero chegar
Maldito seja o inventor do tempo
Reclamo todo dia, mas amo esse advento
Que me traz a chance de viver
E de dizer, pelo menos uma vez
O que não se pode dizer durante o dia
Com o cair do sol surge uma esperança
Maldita balança reprimida
Não posso condenar
Chegou a hora
De tentar
Abraçar
Consigo
Que medo é esse que me atinge
Aflição de ser alguém, porém,
Se desfaz com sua delicadeza
Sou eu, ela e a natureza
Nesse momento me esqueço de tudo
Os textos complexos
Os grandes manifestos
Os métodos sutis
Só me lembro de um sentimento
Sentido a muito tempo
Do qual, por este, sempre reclamo
Ah! Que falta de sorte
Trancado à palavras simples e eternas
Só posso dizer: Eu a amo.
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