Eu olho o céu esta noite
As estrelas brilhando
Corpos celestes
Reluzentes
Já me despedi do que precisava
Minha bagagem também está aqui
Me leve para longe desse lugar
Onde eu possa ser livre para sentir
Onde minhas preces sejam atendidas
Onde eu veja por além deste véu
Onde as luzes reluzam mais fortes
E eu deixe de ser apenas mais um réu
Sem julgamentos
Sem alistamentos
Sem moral
Um lugar onde não existe bem
Um lugar onde não existe mal
Eu quero muito mais sair
Deixar de existir por existir
E ser, mais uma vez, o que queria
Quando eu era uma criança
Simples, com esperança
De ser alguém um dia
Mas
Porém
Entretanto
Muitas maneiras de dizer que estou errado
Pessoas que me prendem a este lugar
Desolado
Estou só mas não sozinho
Tenho corpos ao meu lado
Da poeira estelar sou vizinho
Mas dela também sou feito
Ora, que coincidência
Saber que na fútil fatalidade da existência
Minha condenação é meu leito
Pois ao fim deste dia eu quero ver
Quem, nessa terra miserável
Irá de se contrariar
A meu desejo
Então venha se for capaz
De me parar com sua gravidade
Pois a minha infantil futilidade
Sempre me leva a querer ser mais
Quando olho o céu
Eu ouço um chamado distante
Me convidando a fazer parte
De mim
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