Enquanto eu a espero
Minhas pareres racham
Caem os pedregulhos
No lamaçal - Tão áspero
É a textura dessa pedra
Esculpida
Esquecida
Varrida pra baixo da terra
Então, quando já sem esperança
Vejo-a sorrindo no horizonte
Como uma criança
Esperando perdão sem julgamento
Vento
Sentimento que faz chover
A lama se molda
Por dentro e por fora
Levando a vida ao seu redor
Para onde ninguém vai intrometer
A luz solar
Radiante em seu olhar
Enrijece minhas bases
Já não tão barrentas
Esse lamaçal de histórias
De vidas
De memórias
Se torna pedra novamente
E com seu abraço
As palavras que entoa
Me montam aos poucos
Flautista por natureza
Dentre tantos escolhe cantar
Para o mais louco entre os loucos
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