Quando a frieza insolente me acerta
Recordo sentidamente teu calor efêmero
E a fluidez de um ser sem gênero
Enamorado a uma vida tão incerta.
A olhares estranhos és a face da indiferença,
Singelo e atento a vida ao seu redor.
Mas em seu interior a vida é muito maior
Do que consegues ver por suas marcas de nascença.
Nas forças do universo seu corpo adormece.
Quando a vida acaba, então, o que acontece
Se não lhe dão direito a prometida utopia?
Em seus braços reside o calor todo do mundo,
Sua existência é um sopro d'alma profundo
Que transforma toda a brisa em ventania.
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