domingo, 11 de setembro de 2016
O último de sua espécie
Eu, que pela matéria sou indivisível,
Herdeiro dos flácidos genes ancestrais,
Padeço na cadeia de acontecimentos fatais
Que me sofreram a vida como um mal horrível.
A dor de ser carne e da carne nada mais ser.
Entrelaçando os nervos pelos muitos vitrais,
Que quando não apodrecem pelas doenças virais
Se tornam meros adornos da Terra que os receber.
Sofrida inconstância aliada aos desejos carnais
Tornam a dor e agonia obrigação de seres mortais
Impulsionados pela existência que nunca satisfaz!
Me paralisa ao finalmente entender, em meu leito,
Que somente quando uma estaca atravessar meu peito
Conhecerei, por fim, a pura e singela paz.
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